26
Nov 08

 

Toda uma vida... Toda ela pode ser simplificada num simples caminho. Um caminho cheio de ilusões, tristezas, felicidade, mentiras, sonhos...

Um caminho que pode ser relembrado, um caminho que deve ser vivido.

Que interessa vivê-lo apressadamente com a esperança de alcançarmos rapidamente uma estabilidade que nos permita ser felizes se, ao olharmos por entre as folhas que vão caindo à medida que ultrapassamos mais um obstáculo, que alcançamos um objectivo, que concretizamos um sonho, descobrimos que não ficou nada a não ser as folhas? Porque o caminho é muito mais que isso. Não se resume a que as folhas caiam; importa a forma como isso acontece e o quanto soubemos aproveitar cada segundo da descida.

Os companheiros de viagem? Muitos e cada vez mais. Cada um, à sua maneira, é importante. Até mesmo aqueles que nos fazem derramar uma lágrima, são importantes. Porque são eles que vão ajudar-nos a andar com mais precaução, a ter mais cuidado com as possíveis pedras que possam aparecer. Os outros, aqueles que nos ajudam a sorrir, são isso mesmo, companheiros de um caminho, de uma vida! São aqueles que relembraremos na hora de ver as folhas; cada um terá uma coloração de folha especial... Porque cada um é único...

Não vou querer saber qual será a próxima curva ou se haverá um corte na estrada; não vou querer saber se vai haver um sentido proibido ou uma rua sem saída. Porque não interessa. Apenas interessa a forma como caminho agora, neste presente tão meu, em que tento saltar cada charco de água sem me molhar e atravessar cada ponte com cuidado para não cair.

Não me vou sentir enjoada. Porque as curvas vão ser feitas à minha velocidade, da forma como eu quiser. Mas sempre a olhar em frente, sem ter medo do que virá e sem qualquer arrependimento do que possa ter feito. Se o fiz, foi o melhor na altura.

E se de repente chover? Não importa... as folhas já estão caídas; só importa o que cada uma delas representa. Só importa o que cada uma delas é.

Se queria que o Sol brilhasse ao longo de todo o meu percurso? Não... Definitivamente, não. A perfeição não existe. E a chuva iria obrigar-me a fazer uma pausa, para não me molhar. De vez em quando, é preciso saber quando parar. Faz bem à alma!...

Os caminhos que se entrecruzam com o nosso? São difíceis... Porque podem trazer uma nova curva para nós ou podem fechar-nos definitivamente uma pequena estrada. Contudo, “Todos os caminhos vão dar a Roma”, por isso, se não for aquele, haverá outro que nos permitirá lá chegar, onde quer que seja.

Talvez não seja boa ideia procurar o lugar da felicidade completa. Perderemos tanto tempo, podemos perder-nos, podemos fugir daquele que era o nosso objectivo e depois...não o vamos encontrar. Porque, simplesmente, não existe.

Quando caminho, não quero olhar para trás. Quero encarar as possíveis tempestades que possam aparecer, saborear a panóplia de sentimentos e ser feliz...uma felicidade construída por mim... não perfeita, mas minha.

 

 

 

Textinho feito para fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/

 

 

/Lara/ 

 


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